Histórias que vão à Mesa: Brigadeiro o Doce que Nasceu de Uma Campanha Política

 

Brigadeiro o Doce que Nasceu de Uma Campanha Política




É difícil imaginar uma festa brasileira sem brigadeiro.

Enrolado em pequenas bolinhas, colocado em forminhas e coberto com chocolate granulado, ele é presença garantida em aniversários e comemorações.

Mas o nome "brigadeiro" não nasceu por causa de uma receita, nasceu por causa de uma eleição.

O brigadeiro da política

A história aconteceu no Brasil, em 1945.

O brigadeiro Eduardo Gomes, candidato à Presidência da República, era muito popular entre suas apoiadoras, durante a campanha, mulheres organizavam eventos para arrecadar dinheiro e promover a candidatura.

Nessas ocasiões, era servido um doce feito com leite condensado, chocolate e manteiga.

O doce acabou ficando conhecido como "brigadeiro", em homenagem ao candidato.

Eduardo Gomes não venceu a eleição, mas seu nome ficou eternizado de uma maneira bastante mais doce.

Como o doce mudou

A receita original não era exatamente igual ao brigadeiro que conhecemos hoje.

O leite condensado já era um ingrediente importante, mas a preparação foi sendo adaptada ao longo dos anos.

A versão feita com chocolate em pó e coberta com granulado se tornou a mais popular.

Depois vieram as variações, brigadeiro branco, de pistache, de café, de limão, de paçoca e tantas outras.

O pequeno doce ganhou espaço até em confeitarias sofisticadas.

Um doce que representa celebração

O brigadeiro talvez seja um dos melhores exemplos de como a comida pode carregar histórias.

Ele nasceu em um contexto político, atravessou décadas e acabou associado a uma das coisas mais alegres da vida, comemorar.

Hoje, ele pode aparecer em uma grande festa ou simplesmente em um prato bonito ao lado de um cafezinho.

E talvez seja justamente isso que torne o brigadeiro tão brasileiro.

Ele transforma qualquer momento em uma pequena celebração.


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